O Pantanal está se preparando para o novo ciclo de cheia. Os moradores da região pantaneira estão sujeitos às variações e apesar da seca estar castigando a região, os criadores de gado tem menos prejuízos do que são afetados com a chegada das águas, que ocorre com maior intensidade desde janeiro.
Depois de atingir a menor vazão desde 1973, medindo 0,74 centímetros na régua de Ladário, o Rio Paraguai se estabiliza e dá sinais do início de um novo ciclo de cheia na planície pantaneira. A chegada das águas, que ocorre com maior intensidade a partir de janeiro, é sinônimo de preocupação para os criadores de gado. A seca, que está castigando a região, afeta menos a produção.
A sazonalidade do Pantanal vem mudando de ano para ano e hoje até mesmo o pantaneiro tradicional não entende mais as condições climáticas. “Está tudo alterado e a gente vai se adaptando ao tempo”, diz Manoel Martins de Almeida, que tem propriedade na subregião do Paiaguás (norte de Corumbá). O comportamento hídrico também tem surpreendido os pesquisadores, que buscam respostas.
Cheia atípica
As previsões, que servem de alerta para as operações de retirada do rebanho, também tem sido menos precisas em função da inconstância desse vai-e-vem das águas – ora represando em locais não inundados, ora enchendo rapidamente ou impondo uma estiagem implacável, obrigando a construção de poços artesianos. Os impactos no entorno da planície, como desmatamento, são apontados como causa.
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